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há 1 dia
3 min de leitura

Informes e desdobramentos da nossa participação no 40º ENANPOLL, realizado em Salvador, Bahia entre os dias 09 e 11 de setembro de 2026.


Além das ricas discussões acadêmicas que marcam nosso evento bienal, tivemos importantes deliberações institucionais durante as reuniões de coordenação e a apreciação da revisão da Resolução 001/2025.

Segue um apanhado geral dos pontos mais relevantes discutidos e definidos para o funcionamento dos GTs.


1. Participação de Graduandos nos GTs (Autonomia do GT)

 Cada GT possui autonomia para decidir sobre a participação de graduandos (seja via comunicação ou banner).


2.1 Processo Anual de Recadastramento dos GTs

Lembramos que haverá o processo anual de recadastramento dos membros e do próprio GT. Conforme alinhado, nosso GT dispõe de autonomia interna para definir como divulgar, organizar e conduzir esse processo de recadastramento, respeitando os prazos e requisitos gerais estabelecidos pela associação.


 2.2. Processo Anual de Recadastramento dos GTs

Uma recomendação importante vinda da diretoria da ANPOLL diz respeito ao registro da data de cadastro inicial de cada membro. Quando realizamos o recadastramento no sistema da associação, o site tende a registrar a data padrão do ano corrente (por exemplo, "2026"). No entanto, ao inserirmos o ano exato em que cada pesquisador(a) ingressou no GT, conseguimos manter um histórico institucional muito mais preciso e extrair dados relevantes sobre a trajetória do nosso grupo.


3. Nova Composição do Conselho de GTs (Biênio 2026-2027)

Informamos a eleição da nova representação do Conselho de Coordenadores de GTs da ANPOLL para o próximo biênio (2026-2027), que ficou assim constituída:


Titulares:

Isis Milreu (GT Relações Literárias Interamericanas)

Fabiele De Nardi (GT Análise do Discurso)

Eliane Galvão (GT Leitura e Literatura Infantil)

Jan Leite (GT Linguística e Cognição)


Suplentes:

Rejane Rocha (GT Literatura Digital)

Juliana Tonelli (GT Formação de Educadores na Linguística Aplicada)

Viviane Vasconcelos (GT Estudos Comparados de Literatura de Língua Portuguesa)

Alessandra Jaqueline Vieira (GT Aquisição da Linguagem)


 4. Andamento dos Projetos do GT (Projeto de Entrevistas / Podcasts)

Conforme pactuado coletivamente, estamos dando sequência ao projeto de realização e difusão de entrevistas com pesquisadoras e pesquisadores do campo da Literatura e do Sagrado. Essas ações reforçam nossa proposta de fortalecer conexões acadêmicas, renovar os quadros do GT e ampliar a circulação pública do nosso conhecimento em formatos dinâmicos e acessíveis, tanto em transmissões ao vivo quanto em episódios de podcast ao longo deste ano.

 

5. Síntese da Revisão da Resolução 001/2025

A partir da consulta promovida pelo Conselho de GTs, a resolução passou por atualizações importantes. Destaco os principais tópicos:


O que muda ou foi aperfeiçoado:

  • Categorias de Membros: Ficaram melhor delimitadas as figuras de Membro Pleno (vinculados a PPGs filiados à ANPOLL), Membro Participante (estudantes, pesquisadores e profissionais da área) e Convidado (caráter honorífico concedido por mérito ou notória contribuição ao GT).

  • Manutenção do GT: O número mínimo para sustentação do GT foi fixado em 10 Membros Plenos (o encerramento de atividades ocorre caso o grupo permaneça com número inferior a esse limite por dois biênios consecutivos).

  • Descredenciamento e Ausências: O descredenciamento por ausência não será automático; ele dependerá de solicitação expressa do próprio GT. Além disso, a avaliação de justificativas de falta fica a critério da coordenação de cada GT.

  • Credenciamento: Os pedidos de credenciamento podem ser aprovados em reuniões do GT realizadas tanto no âmbito do ENANPOLL quanto fora dele.

  • Autonomia Regimental: Ficou formalmente explicitada a autonomia dos GTs para elaborarem regimentos e normas internas complementares, desde que não contrariem as normas gerais da ANPOLL.

 O que permanece:

  • Membro Pleno em apenas um GT: Permanece vedada a vinculação de um pesquisador como Membro Pleno em mais de um GT simultaneamente.

  • Presença em Eventos Oficiais: Para fins de contagem de frequência e manutenção de vínculo oficial, continuam valendo exclusivamente os encontros e eventos da agenda oficial da ANPOLL (como o ENANPOLL).

  • Atividades Presenciais e Eleições: As deliberações oficiais de eleição continuam regidas por resolução específica, mantendo a centralidade dos fóruns presenciais do evento.


Em breve, teremos orientações específicas sobre o nosso calendário interno de recadastramento e os próximos lançamentos do nosso projeto de entrevistas.

Agradeço a participação e o empenho de todas e todos na consolidação das pesquisas do GT Literatura e Sagrado. Seguimos à disposição para dúvidas e sugestões.


Um abraço cordial,

Rafael Senra Coelho

Coordenação do GT Literatura e Sagrado (ANPOLL)

Confira o Dossiê da Terceira Margem Organizado pelo GT Literatura e Sagrado

O dossiê “Encantamento, desencantamento e reencantamento: o sagrado e seus anseios” encapsula a atuação de dois coletivos, o grupo de pesquisa CNPq “Apophatiké”, in-teressado em expandir estudos interdisciplinares em mística, e o GT da Anpoll Literatura e Sagrado. Em ambas as frentes, os pesquisadores têm se ocupado de pensar, a partir do clássico diagnóstico weberiano acerca do progressivo desencantamento da modernidade europeia, as maneiras pelas quais a literatura tensiona, seja reforçando, seja refratando, as linhas do discurso da racionalidade moderna. (Cleide Oliveira, Eduardo Losso, Letícia Nascimento, Lucas Pugliesi)

Dossiê de 2026-1: Encantamento e desencantamento na literatura: o sagrado e seus anseios

Organização:

Eduardo Guerreiro Losso (Centro de Letras e Artes - CLA/UFRJ)

Lucas Bento Pugliesi (Centro de Letras e Artes - CLA/UFRJ)

Letícia Tury Guimarães Nascimento (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH/UERJ)

Cleide Maria de Oliveira (CEFET-MG)

 

Data limite para submissão de artigos: 1º de outubro de 2025. 


Proposta do dossiê: Em Oniska: poética do xamanismo na Amazônia, o antropólogo Pedro Cesarino lança mão de uma abordagem particular sobre o uso da palavra em comunidades marubo. A poesia marubo, muito distante do prazer desinteressado que supostamente funda as estéticas modernas, liga-se de forma modular aos grandes cânticos etiológicos. Cada canto particular, em uma determinada circunstância, retoma um panorama cósmico, visando tornar o presente conforme aos princípios. Nesse sentido, os cantos shõki, ou seja, o uso das palavras como prática de cura, realinham os cantos saiti, a cosmologia, as palavras dos antepassados, em um movimento circular de reativação de uma atemporalidade, uma ausência de marcadores temporais no ato de enunciação.


Ao conhecer as artes da palavra marubo, estamos diante de um exemplo contemporâneo da relação entre duas instâncias que categorizamos a partir da égide da literatura e do sagrado. O arquivo que costuma ser reivindicado ao se tratar de uma “literatura ocidental” situa, às vezes um pouco antes, às vezes um pouco depois, o divórcio entre essas instâncias.

O que levaria a pensar uma tradição moderna como aquela melhor compreendida sob o prisma de um desencantamento


Se somos modernos, ainda reconhecemos que um dia, ou em um lugar, a poesia falou a língua de deuses e deusas. Uma poesia de um Outro, a quem pertence o encantamento e o poder performativo-ritual de produzir presença por meio da voz. De todo modo, mesmo dentro desse claustrofóbico arquivo, em constante rearranjo, é possível ver o eclodir de expressões que se colocam em relação a instâncias outras, no mais das vezes, de forma ambígua. Seja revirando as bibliotecas (pretensamente) desencantadas, ou repensando os vínculos entre a religiosidade popular e a imaginação literária, esse dossiê propõe se voltar aos elos possíveis (e especulativos) entre literatura e sagrado.


Esperamos acolher materiais dos mais diversos que se voltem a espécimes modernos, antimodernos, antigos, contemporâneos, nas múltiplas modalidades de palavra que tocam o que se imagina além dos olhos sensíveis, refletindo sobre os descaminhos entre encantamento, desencantamento e reencantamento do mundo.


O dossiê é derivado do último encontro do VIII Encontro do GT Literatura e Sagrado na XXXVII ENANPOLL de 2023 da Anpoll e do IX Encontro do GT Literatura e Sagrado, de 2024, disponível em https://www.youtube.com/@GT-LiteraturaeSagrado


A Revista Terceira Margem é uma publicação quadrimestral (a partir de 2019) do Programa de Pós-graduação em Letras (Ciência da Literatura) da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Divulga pesquisas nas áreas de Teoria Literária, Literatura Comparada e Poética, voltadas para literaturas de língua portuguesa e línguas estrangeiras, clássicas e modernas, contemplando suas relações com filosofia, história, artes visuais, artes dramáticas, cultura popular e ciências sociais. Também se propõe a publicar resenhas críticas, para avaliação de publicações recentes. Buscando sempre novos caminhos teóricos, Terceira margem segue fiel ao título rosiano, à inspiração de um pensamento interdisciplinar, híbrido, que assinale superações de dicotomias em busca de convivências plurívocas capazes de fazer diferença.


É exigido que o autor possua o doutorado completo para submeter artigos. Serão aceitos artigos de mestrandos e doutorandos, desde que em parceria com um doutor.


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